Uma Defesa a Suficiência das Escrituras

As Sagradas Escrituras

Por Tiago Hirayama – Seminário Charles H. Spurgeon  20 de outubro de 2012
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Introdução


Decidi escrever sobre as características da Escritura, porque acredito que seja a doutrina mais fundamental para que um crente seja saudável. Quando uma pessoa não entende essa doutrina corretamente, ela também não possui confiança plena na palavra. Se não temos confiança na palavra, na verdade a nossa confiança está em nós mesmos e naquilo que acreditamos estar correto. Sem confiança na palavra, tornaremos a Santa Escritura em um livro comum e um livro texto somente, onde buscamos aquilo que satisfaça nossas crenças. A confiança na palavra de Deus é algo que o crente deveria ter como mais especial em sua vida.  Ela é mais preciosa que diamantes e mais preciosa que  qualquer riqueza que esse mundo possa nos oferecer.

A palavra de Deus é um milagre que podemos ver todos os dias, podemos tocar e mais importante, podemos ler em uma linguagem entendivel e compreender o que o Criador de todas as coisas decidiu nos revelar.

A Bíblia é como um magnífico palácio construído de pedras preciosas orientais, composto por sessenta e seis câmaras imponentes. Cada um destes quartos é diferente de seus companheiros e é perfeito em sua beleza individual, enquanto juntos eles formam um edifício incomparável majestoso, glorioso e sublime. No Livro do Gênesis, entramos no vestíbulo onde somos imediatamente introduzido para os registros das maravilhas de Deus na criação. Este vestíbulo dá acesso aos tribunais, passando por cada qual chegamos à galeria de imagens dos livros históricos. Aqui encontramos penduradas nas paredes cenas de batalhas, feitos heróicos e retratos de homens valentes de Deus. Além da galeria de imagens também encontramos a câmara de filósofos, o Livro de Jó, passando através do qual entramos na sala de música, o Livro dos Salmos, e aqui nós permanecemos emocionados com as mais belas harmonias que já entraram em ouvidos humanos. E então chegamos ao escritório de negócios, o Livro dos Provérbios, bem no centro do qual está o lema justiça exalta uma nação, mas o pecado é reprovado para qualquer pessoa. Saindo do escritório de negócios nós passamos para o departamento de pesquisa, o Eclesiastes. Em seguida, no conservatório, o Cântico dos Cânticos, onde nos cumprimentam o aroma perfumado dos frutos mais seletos e flores e o doce canto dos pássaros. Quando chegamos ao observatório onde os profetas com seus poderosos telescópios estão procurando o aparecimento da Brilhante Estrela da Manhã, antes do amanhecer do Filho de justiça. Atravessando o pátio chegamos à sala de audiência do rei, os evangelhos onde encontramos quatro retratos da vida do Próprio Rei revelando as perfeições de Sua infinita beleza. E depois entramos na sala de trabalho do Espírito Santo, o Livro de Atos, e além da sala de correspondência, as epístolas, onde vemos Paulo e Pedro, Tiago e João e Judas, ocupados em seus quadros, sob a direção pessoal do Espírito da Verdade. E, finalmente, entramos na sala do trono, o Livro de Apocalipse, lá estamos arrebatados pelo volume poderoso de adoração e louvor dirigida ao Rei entronizado, que enche a vasta câmara. Enquanto nas galerias adjacentes e sala de julgamento são retratadas cenas solenes da destruição e cenas maravilhosas da glória associada com a manifestação vinda do Rei dos reis e Senhor dos senhores. ” Uma rápida viagem através da Escritura. Oh, a majestade deste livro, desde a criação até o ponto culminante. Como cabe a nós ser diligentes em nosso estudo(1).

As Características daqueles que negam a autoria divina da Escritura


Irei partir do pressuposto de que a Bíblia é a palavra de Deus e que não precisamos dar nenhuma explicação a respeito da autoria de Deus. Poderíamos argumentar tantas coisas, poderia falar a respeito de seus 40 autores, estando separados em espaço de tempo e espaço geográfico, entretanto não separados pelo conteúdo. Poderia argumentar que nenhum livro chega a perfeição da bíblia, tanto em geografia, como em sua própria linguagem simples, quero dizer que qualquer ser humano, indouto ou estudado, jovem ou idoso, homem ou mulher, possa entender o que Deus pretendia com certas palavras. Falando isso não quero que me entendam mal, pois o que eu quero dizer com essas palavras é que também parto do pressuposto de que todo ser humano regenerado e somente os regenerados são capazes de compreender corretamente as palavras de vida escritas ali. O ser humano não regerado pode ler, e até mesmo entender algumas coisas, mas sempre, e digo sempre, os não regenerados irão tentar satisfazer seus desejos e transformam a bíblia em um livro de “faça isso e não faça aquilo”, que eu chamo de legalismo.

Partindo dos pressupostos esclarecidos acima podemos ver o que a bíblia fala de si mesma e nos oferece o porque que precisamos crer nela e estuda-la. Poderia citar vários textos, mas escolhi um texto em especial, pela sua riqueza descrita em poucas palavras, e sua profundidade esclarecedora. Essa descrição aparece no salmo 19. Vejamos o texto:

A lei do SENHOR é perfeita, e restaura a alma; O testemunho do SENHOR é fiel, e dá sabedoria aos símplices.
Os preceitos do SENHOR são retos e alegram o coração; O mandamento do SENHOR é puro, e ilumina os olhos.
O temor do SENHOR é limpo, e permanece eternamente; Os juízos do SENHOR são verdadeiros e justos juntamente.
Mais desejáveis são do que o ouro, sim, do que muito ouro fino; E mais doces do que o mel e o licor dos favos (Sl 19:7-10).

Não entrarei em uma exposição mais profunda do texto, apenas deixarei como um texto base para mostrar o que a bíblia proclama de si mesma. Embora pudesse, sigo aquilo que o professor Neto estabeleceu em sua aula, que é falar sobre um tema que achamos interessante dentro da sistemática de Wayne Grudem, ou falarmos sobre um tema que não foi interessante e que não foi bem esclarecido. Eu escolhi escrever sobre o assunto que acredito foi muito bem defendido, e que fundamenta as bases da crença de um cristão verdadeiro.
Tentarei mostrar os pontos de Wayne Grudem na forma negativa de apresentação. Quero dizer que ao invés de criar pontos positivos como “os pontos da inerrância são…” ou “os pontos da suficiência são…” irei mostrar que a falha em crer na autoria divina das escrituras acarreta na sua própria negação.

1. A não crença na autoria divina acarreta na usurpação de sua autoridade.


A não crença na autoria divina das escrituras leva a usurpação de sua autoridade final e suprema. Se não crermos que a bíblia tem uma autoria divina, inevitavelmente, tiramos sua autoridade, tornando-a como um livro qualquer de histórias usadas apenas para satisfazer nossos apetites religiosos. Isso acontece muito com os não crentes. Estive discutindo com um certo homem a respeito dessa questão. Pobre homem, argumentava com uma aparente autoridade, baseando sua crença em um filme e explicitamente negando a autoria divina da bíblia. Como você responde para uma pessoa como essa? Primeiro, os fatos que nos baseamos e os fatos que essas pessoas se baseiam são totalmente diferentes, então não importa o quanto você debate ou discute, vocês sempre estarão em contradição. Se os dois não partirem das mesmas pressuposições, concordando com os fatos, nunca chegarão a uma concordância. Você nunca convencerá uma pessoa como essa de que Deus é o autor da bíblia. Entretanto nunca deixemos de expor a verdade simples e clara para que o Senhor possa ter misericórdia e sua glória possa brilhar na mente do pecador depravado assim como brilhou na nossa.

Há e sempre houve uma incompatibilidade fundamental, irreconciliável, entre a igreja e o mundo. O pensamento cristão está fora de sincronia com todas as filosofias do mundo. A fé genuína em Cristo implica uma negação de todos os valores mundanos. A verdade bíblica contradiz todas as religiões, ambições, filosofias do mundo. O próprio Cristianismo é, portanto, contrário a praticamente tudo o que este mundo admira(2).

Também poderia argumentar como Spurgeon, cito: “Poderia insistir que os temas que se tratam na Bíblia estão muito acima do intelecto humano; que o homem nunca poderia ter inventado as grandes doutrinas da Trindade na Deidade; que o homem nunca poderia ter nos dito nada da criação do universo; nenhum ser humano poderia ter sido o autor da sublime ideia da Providência; que todas as coisas são ordenadas segundo a vontade de um grandioso Ser Supremo, e que todas elas cooperam juntamente para o bem. Poderia falar-lhes acerca de sua honestidade, pois relata as falhas de seus escritores; de sua unidade, pois nunca se contradiz; de sua simplicidade magistral, para que o mais simples a possa ler. E poderia mencionar centenas de coisas mais, que poderiam demonstrar com claridade que o livro é de Deus. Porém, não vim aqui para provar isso”(3).
Portanto, mais uma vez partindo do pressuposto de que a bíblia é de autoria divina, poderia argumentar que a bíblia clama autoridade para si mesma e seus escritores clamam que quando desobedecemos ou desacreditamos em alguma palavra da escritura, do mesmo modo estaremos desobedecendo ou desacreditando o próprio Deus. (1Co 14:36-38, 1 Ts 2:13). E o único meio do homem ser preparado para as boas obras é através dela. 2 Timóteo 3:16-17 diz: Toda a Escritura é inspirada por Deus e útil para o ensino, para a repreensão, para a correção e para a instrução na justiça, para que o homem de Deus seja apto e plenamente preparado para toda boa obra.

2. A não crença na autoria divina acarreta na negação de sua clareza.


A não crença na autoria divina das escrituras leva a negação de que a bíblia seja clara. Os insensatos não param de argumentar que a bíblia é obscura, difícil de entender, sendo assim não pode ter vindo de Deus. Esta claro meus amigos e irmãos, aquilo que o mundo não entende, fez se claro para nós, não porque somos melhores do que eles, mas por causa da grande misericórdia de Deus que escolheu revelar para nós, sua intenção, planos e suas obras majestosas durante os séculos. Mas alguém poderia argumentar “Eu estudo dia e noite e leio as escrituras todos os dias, por isso vim a entender”. Ah insensato, Tu que tenta tomar a glória de Deus para si mesmo, não te lembras daquela palavra cuja fala “Terei misericórdia de quem eu quiser ter misericórdia e terei compaixão de quem eu quiser ter compaixão”. Portanto, isso não depende do desejo ou do esforço humano, mas da misericórdia de Deus. (Rm 9:15-16). Teu esforço não é nada mais do que a obra da misericórdia de Deus, teu desejo de ler e aprender também vem do Senhor , pois é Deus quem efetua em vocês tanto o querer quanto o realizar, de acordo com a boa vontade dele (Fl 2:13). Portanto não tente tomar a glória de Deus para sí mesmo. Todo desejo de entender corretamente e todo entendimento correto que você tem, foi obra tão somente de Deus.

“Deixemos de estudar então, que todo entendimento será colocado dentro de nós”, ó insensato, parece que nunca se cansa de não entender as escrituras, o fato da clareza de Deus brilhar para nós, não apaga o fato de que precisamos nos debruçar sobre a santa palavra, e não sair dali até que entendamos e possamos encorajar outros pela sã doutrina e de refutar os que se opõem a ela (Tt 1:9).

A clareza das escrituras ou o entendimento correto dela está mais ligado com uma questão moral e espiritual do que intelectual. “Ora, o homem natural não compreende as coisas do Espírito de Deus, porque lhe parecem loucura; e não pode entendê-las, porque elas se discernem espiritualmente. Mas o que é espiritual discerne bem tudo, e ele de ninguém é discernido” (1 Co 2:14-15)(4). A clareza das escrituras se fazem tão claras e entendíveis que até mesmo uma criança eleita entende as profundezas da simplicidade de Deus. Isso não quer dizer que não haja passagens difíceis de compreender, pois o próprio apóstolo Pedro admite que os escritos de Paulo alem de serem inspirados também são difíceis de entender (2 Pe 3:15-16). Com tudo, Pedro deixa claro que quem torce as palavras são indoutos e inconstantes, em outras palavras os ignorantes e instáveis que são aqueles que estão sempre vacilando, sempre sendo conduzidos por ventos de doutrinas não bíblicas, são caracterizados pela falta de controle emocional, não aceitam que ninguém fale que estão errados.
Portanto a clareza das escrituras significa que a bíblia foi escrita de tal modo que seus ensinamentos são capazes de serem entendidos por todos aqueles que irão ler buscando a ajuda de Deus e estando disposto a segui-lo(5).

3. A não crença na autoria divina exclui sua necessidade.


A não crença na autoria divina exclui a necessidade da bíblia. A necessidade da bíblia significa que necessitamos da bíblia para conhecer o evangelho, para manter uma vida espiritual e para conhecer a vontade de Deus, mas não é necessária para saber que Deus existe ou para saber algo a respeito de seu carácter e leis morais(6).

Quando o homem natural nega a autoria divina, ele apenas confirma que não necessita da bíblia para nada, ele não necessita de palavras escritas para ter convicções sobre quem Deus é e de como Deus age. Portanto eles inventam um deus em sua mente depravada, sem ter base nenhuma, apenas com sua consciência e imaginação tentam explicar o deus imaginário que nunca irá condena-los. Esses são tão insensatos que desconhecem a necessidade da bíblia para se manter uma vida espiritual saudável e para se conhecer a vontade de Deus.
Jesus disse: “Nem só de pão viverá o homem, mas de toda palavra que provém da boca de Deus” (Mt 4:4), Jesus poderia ter dito que não precisaríamos das palavra de Deus para viver, mas ao contrário dos que os não crentes crêem, Jesus afirma que o homem não está completo somente pelo pão físico que come, mas sim que ele necessita do alimento espiritual.
Sem a bíblia não há conhecimento do evangelho. Uma das razões da necessidade da bíblia é que através dela temos o acesso ao conhecimento do plano redentivo de Deus. A.W.Pink nos oferece uma explicação bem mais esclarecedora, cito: “A diferença entre o que é revelado nas escrituras da verdade e o sistema dos homens em obter santidade e felicidade eterna é igual aquela entre dia e noite. Em nenhum outro ponto a natureza celestial da bíblia resplandece inconfundível mente do que o plano de redenção, cujo o qual é feito conhecido para nós… O evangelho cujo é publicado na bíblia atesta a si mesmo por virtude de seu próprio mérito incomparável. Descobrimos sua origem divina por uma proclamação verdadeira que é evidente em sí mesma(7).

Portanto somente o fato da bíblia nos trazer esse conhecimento, em si mesma já seria uma prova suficiente da autoria divina e de sua necessidade, pois seria impossível ao homem natural imaginar e inventar tal coisa como grande plano de redenção, Que nos salvou, e chamou com uma santa vocação; não segundo as nossas obras, mas segundo o seu próprio propósito e graça que nos foi dada em Cristo Jesus antes dos tempos dos séculos; E que é manifesta agora pela aparição de nosso Salvador Jesus Cristo, o qual aboliu a morte, e trouxe à luz a vida e a incorrupção pelo evangelho (2 Tm 1:9-10).

Acima falei que muitos insensatos crêem em um deus criado por sua mente carnal que nunca irá condena-los. Muitos de nós já encontramos pessoas desse tipo, que através de suas crenças apenas provam que a bíblia não é necessária para saber que existe um Deus. Porquanto o que de Deus se pode conhecer neles se manifesta, porque Deus lho manifestou. Porque as suas coisas invisíveis, desde a criação do mundo, tanto o seu eterno poder, como a sua divindade, se entendem, e claramente se vêem pelas coisas que estão criadas, para que eles fiquem inescusáveis…etc (Rm 1:19-25). Assim sendo precisamos reconhecer a necessidade da bíblia para se ter a revelação do evangelho, as riquezas dos ensinamentos de Cristo, sua obra redentora e sua majestade exaltada a destra de Deus Pai para todo o sempre, Amém.

4. O não entendimento correto de sua autoridade, de sua clareza e de sua necessidade leva a negação de sua suficiência.


Quando não entendemos corretamente a autoridade que a bíblia tem, a clareza que ela possui, e a sua necessidade para o conhecimento correto, vamos acabar precisando de novas revelações, novas profecias, em outras palavras a bíblia não é suficiente para uma vida espiritual saudável, ela é apenas suficiente para satisfazer nossos desejos egoístas e mundanos. A bíblia acaba virando um livro de busca, quero dizer que quando uma pessoa não crê que a bíblia seja suficiente, ela começa imaginar sermões, criar argumentações baseadas em sua pré-crença, como dizia um “pastor”: “Já tenho o sermão, agora só falta achar o texto”.

Passei muitos anos dentro de uma igreja que ensinava dessa forma, criavam os sermões imaginários e depois ficavam se perguntando “onde posso achar um texto para apoiar esse sermão”. Novas  Profecias eram dadas quase todas as reuniões, visões eram explicitamente passadas como autoritativas e revelações sobre o passado de indivíduos particulares eram expostos, não que fosse verdade, mas geralmente as revelações eram bastante subjectivas, se a revelação batesse com alguém em especial dentro do local, o local se tornava insuportável pela gritaria e alvoroço, mas quando não batesse com ninguém que estivesse no local, ninguém questionava, apenas entendiam que era algo mais espiritual e só os “espirituais” poderiam entender aquilo.

O resultado de tudo isso é que milhares de pessoas caem no mar das dúvidas e começam a questionar não as pessoas que estão lá dentro, mas o próprio Deus e sua Santa Palavra. Hoje aqueles que são recompensados pelo trabalho no ministério são aqueles que mais contribuem para a desonra  de Deus e para as dúvidas sobre a autoria divina das escrituras.
Quando falo Suficiência das escrituras quero dizer que a escritura contém todas as palavras de Deus que Ele queria que seu povo tivesse em cada estágio da história redentiva, e que agora contém todas as palavras de Deus que nós precisamos para a salvação, para confiar Nele perfeitamente e para obedecer a Ele perfeitamente(8).
A Suficiência das escrituras significa que não podemos adicionar mais nada a ela, pois ela é suficiente e contém tudo o que precisamos.
A suficiência das escrituras deveria nos encorajar em descobrir aquilo que Deus deseje que nós pensamos.
A suficiência das escrituras significa que não devemos crer naquilo que a bíblia não nos ordena crer.
A suficiência das escrituras significa que nenhuma profecia moderna ou revelação ou visão é para ser aceita como autoritativas ou no mesmo nível da bíblia.
A suficiência das escrituras significa que tudo aquilo que é pecado, está descrito nas paginas das escrituras, ou explicitamente, ou por implicação.
A suficiência das escrituras significa que nada é ordenado de nós, a não ser aquilo que estiver explicitamente ou por implicação nas escrituras.
A suficiência das escrituras significa que em nossos ensinamentos doutrinais, precisamos enfatizar aquilo que as escrituras enfatizam e não super enfatizar aquilo que as escrituras menos enfatiza(9).

Conclusão


A bíblia contém a mente de Deus, a situação do ser humano, o caminho da salvação, o destino dos pecadores e a felicidade dos crentes. Sua doutrina é santa, seus preceitos são obrigatórios, suas histórias são verdadeiras e suas decisões são imutáveis.

Leia para ser sábio, creia nela para ser salvo, pratique-a para ser santo.

Ela contém luz para orienta-lo, alimento para fortalecê-lo e consolo para animá-lo. Nela o céu é aberto e os portões do inferno são revelados. Cristo é grande tema, o nosso bem é o seu projeto, e a glória de Deus  o seu propósito. Ela deveria encher nossa memória, governar o coração e guiar os nossos pés(10).

Essa é a pedra mais preciosa que você irá carregar para o resto da sua vida, a Suficiência das escrituras, sem ela você pode ser considerado qualquer religioso, mas não um cristão verdadeiro. Pois historicamente , a igreja tem ecoado os ensinamentos de Jesus em afirmar  que a bíblia é a “vox Dei” a voz de Deus, ou “verbum Dei” a palavra de Deus(11). Se você não a defende, é porque não crê. Se não crê, também não ensina. Se não ensina, é porque não confia nela. Se não confia nela, também não a guarda. Se não a guarda, não aplica. Se não a aplica, não é santificado. Sem santidade ninguém verá a Deus.

Oro para que essa doutrina seja a cada dia mais especial para cada um que ler essa redação. Em nome Do precioso Filho Jesus. Amém.

Fontes:

  1. John MacArthur – Sermon “How to study the Bible” July 22, 1979.
  2. Josemar Bessa - citação no FB do dia 17 de outubro de 2012.
  3. Charles H. Spurgeon – Sermão N.15 18 de Março de 1855.
  4. Wayne Grudem – S.T. Chap 6 pag 107. The moral and spiritual qualities needed for right understanding.
  5. Wayne Grudem – S.T. Chap 6 pag 108. Definition of the clarity of scripture.
  6. Wayne Grudem – S.T. Chap 7 pag 116. Explanation and Scriptural Basis.
  7. A.W.Pink – The doctrine of Revelation. Chap 3:10.The holy bible teaches the way of salvation. Faithful Classic Publishment.
  8. Wayne Grudem – S.T. Chap 8 pag 127. Definition of the Sufficiency of Scripture.
  9. Wayne Grudem – S.T. Chap 8 pag 131 to 134. Practical applications of the sufficiency of scripture.
  10. John MacArthur – Bíblia J.M. Sociedade Biblica do Brasil 2010. Pag 19 – A bíblia.
  11. R.C.Sproul – Essencial Truths of The Christian Faith. Tyndale H.P. 1992. Pag 15. Special Revelation and the Bible.

2 thoughts on “Uma Defesa a Suficiência das Escrituras

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  1. ¿Cuál es la correcta? No hay manera de determinar cual, si es que alguna en verdad tenía sus orígenes en los apóstoles. Es interesante, sin embargo, que uno de los proponentes del punto de vista del Este era Policarpo, quien fue un discípulo del Apóstol Juan. Existen otros ejemplos de este tipo en la historia de la Iglesia. Sólo porque un padre de la Iglesia determinado asegura que una práctica particular es de origen apostólico, no significa necesariamente que lo es; lo que significa es que él cree que sí lo es. Pero no existe ninguna manera de verificar si en realidad fue una tradición dejada por los Apóstoles.

    1. Hermano, lo que la Tradición? ser más específico para que podamos tener una conversación normal, porque no puedo entender su punto.

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