Paulo Na Praça Principal

A obra missionária do apóstolo Paulo nunca dependeu de ajustes culturais. Ele manteve um foco singular e uma mensagem consistente ao longo de suas jornadas missionárias. Quando provocado pela idolatria grosseira da cultura ateniense, a resposta de Paulo foi fazer o que ele havia feito em praticamente todas as cidades onde já havia ministrado. Ele foi à sinagoga e ao mercado e pregou a Cristo. Atos 17:17 diz: “Por isso, discutia na sinagoga com judeus e com gregos tementes a Deus, bem como na praça principal, todos os dias, com aqueles que por ali se encontravam”. Sua abordagem era direta, evangelismo confrontativo. Ele não fez uma pesquisa da comunidade. Ele não realizou nenhuma pesquisa especial. Ele não tentou montar um comitê de evangelização. Ele apenas foi à sinagoga e ao mercado e pregou para quem estava lá.

“Gentios tementes a Deus” referem-se aos gentios que eram associados à sinagoga — pessoas que conheciam a Jeová Deus e acreditavam o suficiente a respeito Dele para temê-lo. Então Paulo estava ministrando aos judeus, gentios tementes a Deus, e pagãos expressivos. Não houve foco de marketing ou grupo-alvo. Paulo proclamou a verdade em todos os lugares para todos, assim como ele fez em toda a Ásia Menor.

O mercado de Atenas era chamado de ágora. Foi o centro de toda a atividade de Atenas. Situada no extremo sul da cidade antiga, ficava à sombra da colina chamada Areópago. Ao sudeste, ficava a grande Acrópole, o ponto geográfico mais alto de Atenas, onde ficavam os templos mais espetaculares — incluindo o massivo Pantheon, uma magnífica estrutura de mármore que já tinha quinhentos anos de idade quando Paulo a viu.

A ágora era um grande pátio no meio de todos os edifícios cívicos. Lá, sob uma grande colunata, as pessoas montavam pequenas lojas e barracas. Vendedores vendiam suas mercadorias. Os agricultores trouxeram produtos e gado para vender. Comerciantes estariam lá para fazer seus serviços. Sempre foi um lugar ocupado. Um equivalente moderno pode ser uma praça da cidade ou a área central de um shopping da cidade. No meio do mercado, os filósofos se reuniam e competiam entre si pela atenção das pessoas. Professores peripatéticos na tradição de Aristóteles, especialistas em artes de cura, mágicos, vendedores ambulantes e artistas de rua de todos os tipos tinham um fórum onde podiam trabalhar as multidões.

Paulo viu isso como um lugar ideal para pregar. As Escrituras dizem que ele raciocinou lá “todo dia com aqueles que por acaso estavam presentes”. Que forma tomou seu discurso? O versículo 18 diz que ele pregou o evangelho. Ele estava pregando sobre “Jesus e a ressurreição” — ministério paulino clássico.

Como um homem poderia esperar ter um efeito em uma cidade como Atenas? De uma perspectiva humana, Paulo estava literalmente sozinho contra séculos de paganismo tradicional – e paganismo intelectual. O que ele poderia esperar realizar no mercado e pregar sobre Jesus e a ressurreição?

Essas são perguntas que um especialista em marketing poderia ter feito, mas não Paulo. Ele não se via como um homem sozinho contra uma cidade. Ele se via como uma voz através da qual o poder de Deus (o evangelho) poderia ser solto na maior e mais influente metrópole daquela parte do mundo. Ele acreditava que, ao ficar ali na ágora proclamando Cristo, estava liberando o próprio poder de Deus na cidade de Atenas. O impacto disso estava nas mãos de Deus.

Adaptação do livro

Com Vergonha do Evangelho

Por John MacArthur
Tradução: Tiago Hirayama
Original aqui: Paul in the Marketplace
“Copyright 2019, Grace to You. All rights reserved.  Used by permission.”

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