Os Novos Fariseus

Por Tiago Hirayama

Esse breve texto são pensamentos e adaptação do artigo “A New Kind of Pharisee”, do blog CRIPPLEGATE, que se encaixa muito bem no momento que vivemos — a adaptação é pelo simples fato de estar escrevendo para um público de fala portuguesa com uma cultura diferente daquela do autor original.

O autor Eric Davis descreve os sintomas e a aparência que esses “novos” fariseus demonstram. E você que está lendo esse artigo, já deve ter se deparado com um deles, ou você até seja um deles — apesar de todos nós crentes exibirmos um certo farisaísmo inerente. O que você precisa entender é que os “novos” fariseus pode ter qualquer forma e pode brotar de qualquer linha teológica — na minha opinião, a linha reformada e mais ortodoxa do evangelicalismo possuem uma tendência mais forte em julgar outros pelo simples fato de julgar, e não com um sentimento de amor ao próximo e cuidado pela salvação e santificação dos queridos irmãos.

Numero 1: Os novos fariseus têm sentado no assento de Moisés. Ele quer dizer que eles, os fariseus, sentam em um trono de julgamento que lhe parecem estar acima de questionamentos. Faltam-lhes graça e prudência ao falar. Nunca se importam como a mensagem é recebida ou se terá algum efeito — questionam tudo e todos com um ar de superioridade.

Numero 2: Eles são juízes no verdadeiro sentido da palavra. Ficam na espreita, esperando uma única palavra que não se encaixa em seu vocabulo, para então proferir a sentença e bater o martelo. A estupidez e a falta de decoro demonstrada é a assinatura mais perceptível dos tais. Usam palavras decoradas — os famosos chavões — para derrubar e maltratar os pobres coitados que não estão no mesmo nível que eles.

Numero 3: Eles vilificam tudo e todos. São ligeiros para jogar um irmão na lata de lixo. Não se tem um pingo de amor pelo próximo, as vezes até esquecem da graça que receberam e da obra do próprio Senhor Jesus Cristo. Esse sentimento brota de um caráter amargo, um caráter que foi machucado por outros. Porém, não podemos deixar a amargura dictar as nossas respostas aos outros, especialmente quando lembramos do que nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo fez por nós pecadores desgraçados.

Numero 4: Eles são peritos em esquecer os mandamentos de Deus para guardar as suas tradições. Humildade, submissão, servitude são palavras que estão fora de seus dicionários, sendo assim, jogando fora vários princípios estabelecidos pela palavra de Deus (Rom. 12:1-3; 1 Cor. 14:34-35; Fil. 2:3-5; 1 Tim. 2:11-12; Heb. 13:17; 1 Ped. 4:8, 5:5). Eles possuem zelo mas não entendem aquilo que Jesus perguntou ao dicipulos: Ide, porém, e aprendei o que significa: Misericórdia quero e não holocaustos; pois não vim chamar justos, e sim pecadores [ao arrependimento].

Numero 5: Estão cegos em sua mediocridade e não querem aprender. Eles não conseguem se enxergar como fariseus mas debatem — especialmente em redes sociais — os mínimos detalhes sobre doutrinas que são inerentemente controversas e não existe um consenso a respeito das tais. Os fariseus são sempre os outros e ai de alguém que questiona-los com uma pergunta ingênua de quem não sabe tudo ou não tenha lido todos os livros que o expert tenha lido.

Numero 6: Eles falam coisas e muitas vezes não as praticam. Essa é a maior das inconsistências deles. Pelo simples fato de demandarem compaixão, mas são duros e desprezam os menos afortunados. Clamam por justiça, mas são cínicos em condenar tudo e todos. Falam sobre graça, mas dificilmente são graciosos com aqueles que discordam. As vezes falam sobre amor, mas o ódio destila em seus corações e lábios.

Numero 7: Eles desprezam muitos e sempre procuram se justificar por tais atos. Os menos afortunados e aqueles que tiveram e continuam tendo problemas em sua educação, são sempre vítimas desse massacre cibernético. Vocês são sempre culpados, e eles estão sempre com a razão de desprezar e até espalhar injúrias à dignidade e honra do ser humano. O julgo deles é pesado, no entanto querem que os coitadinhos os carreguem na sua estupidez e arrogância.

Numero 8: A espiritualidade aparente chega a ser tóxico mas é somente algo para lhes trazer autoconfiança. Sempre postam versiculos, citações, ou fotos de uma vida casta que honra o nome do Senhor. Porém, o fruto do Espírito nunca é visto, não existe amor, alegria, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fidelidade, mansidão, ou até mesmo domínio próprio (Gal 5:22-23).

Conclusão: Os novos fariseus estão em todo canto, talvez seja eu e você!

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